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Maternidade atípica: da luta constante à celebração das conquistas dos filhos

Foto: Adriano Abreu/Divulgação Amor incondicional, dedicação constante, aprendizado diário e a busca incansável por um ambiente inclusivo. Esta é a

Por Redação Senadinho · Redação

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Foto: Adriano Abreu/Divulgação 

Amor incondicional, dedicação constante, aprendizado diário e a busca incansável por um ambiente inclusivo. Esta é a rotina das chamadas mães atípicas, as quais, além dos desafios de qualquer maternidade, precisam lidar com a rotina de estímulos para o melhor desenvolvimento dos filhos, sem abrir mão de olhar um pouco para si. A TRIBUNA DO NORTE conversou esta semana com três dessas mamães, apaixonadas pelo ato de cuidar e que, sem romantismos, se acostumaram a vibrar a cada nova fase de evolução e de progresso diante dos desafios. “Hoje, a maternidade atípica é uma alegria constante. Todos os dias eu tenho motivos para agradecer”, afirma a terapeuta holística Rayanne Araújo, mãe do pequeno Valentim, de 5 anos.

À voz dela, juntam-se a médica Rochele Elias, de 53 anos, mãe de Alberto, de 17, e a técnica em edificações Marina Guimarães, de 29. A filha dela, Lisbela, de 11 anos, tem Síndrome de Down. “Já quis ser o melhor exemplo e inspiração para ela, mas hoje vejo que Lisbela é quem me inspira, pela felicidade que irradia”, descreve Marina. “Ela me fez compreender que cada pessoa tem o próprio ritmo e que não é preciso seguir padrões”, acrescenta. As pequenas coisas não passam despercebidas na rotina dessas mamães. “Cheguei do supermercado há pouco e ele desceu do apartamento para me ajudar a carregar as sacolas. Talvez um filho típico adolescente não tivesse a mesma atitude”, diz Rochele sobre Alberto, logo no início da entrevista. O rapaz possui autismo.

Já para Rayanne Araújo, mãe de Valentim, a maternidade é sinônimo de cura. O menino foi diagnosticado, há pouco mais de um ano, com Síndrome de Rubinstein-Taybi (SRT), condição rara que provoca alterações craniofaciais e nos polegares, especialmente, com prevalência de 1 a cada 125 mil nascimentos em todo o mundo. “Os filhos são um portal de cura. Valentim veio como um remédio para minha alma. Além de me devolver ao meu próprio eixo, ele me fez descobrir um grande propósito: o de ajudar outras mulheres na cura das feridas de cada uma”, filosofa.

Fonte: Felipe Salustino/Repórter – Portal Tribuna do Norte 

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