Rinite, sinusite e bronquite: as principais diferenças e por que crescem nesta época
É muito comum ver pessoas coçando o nariz, com coriza e se queixando da dificuldade em respirar nesta época do
Por Redação Senadinho · Redação
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É muito comum ver pessoas coçando o nariz, com coriza e se queixando da dificuldade em respirar nesta época do ano.
No outono, devido ao tempo seco, aumento de fuligem no ar, quedas bruscas de temperatura e mais poluentes, as alergias tendem a se manifestar de forma frequente e desencadear problemas como rinite, sinusite, bronquite e outras infecções das vias aéreas.
No inverno, o surgimento dessas condições também são comuns, mas são provocadas por quadros virais, que aumentam consideravelmente com o frio. “Uma onda de frio, onde as pessoas já estão previamente sensibilizadas, fecham as janelas e ficam mais confinadas, (isso) aumenta as crises virais e a sintomatologia do paciente acaba sendo maior”, destaca Marco Cesar, otorrinolaringologista do Hospital Universitário Cajuru (PR).
Mas como saber a diferença entre todas essas doenças e procurar tratamento adequado? Normalmente, os sintomas são bem distintos e existem sinais que podem ser percebidos logo nos primeiros dias de incômodo.
Abaixo, listamos quais são as principais inflamações e como reconhecer cada uma delas:
Rinite
Considerada uma doença inflamatória no nariz, que leva a sintomas como obstrução nasal, coriza e coceira interna, ela pode ser provocada por diversos fatores. Quando ocorre na forma alérgica, o contato com poeira, pelos de animais e ácaros aumentam o risco da enfermidade.
Em quadros não alérgicos, pode ocorrer a rinite senil ou vasomotora, que se manifesta devido a uma alteração da saliva. Esta é mais comum em idosos e pode fazer com que as narinas escorram de forma frequente.
Também existem as rinites medicamentosas, que são ocasionadas pelo uso frequente de remédios no nariz. “É uma dependência química e psíquica e a pessoa fica pingando aquilo o tempo todo”, diz Cesar, que também é cirurgião do nariz e seios da face e membro Internacional da American Rhinologic Society.
Existe ainda uma rinite química, com a presença de bastante secreção. Geralmente, ela vem de um caso gripal e também por variações de temperatura.
Para tratar a inflamação, a melhor maneira é prevenir as causas da doença. No caso das rinites alérgicas, o ideal é o controle e limpeza do ambiente, além de usar antialérgicos e spray nasal com medicamentos, se orientado pelo médico. Quando a doença é provocada por bactérias, é recomendado o uso de antibióticos, sob orientação do profissional de saúde.
Sinusite
É uma inflamação dos seios da face que costuma afetar muito a qualidade de vida da pessoa. Ela pode ser gerada por bactérias, vírus e também por quadros de rinite. “A inflamação da mucosa nasossinusal inibe o movimento de suas células especializadas e responsáveis por empurrar o muco em direção à garganta”, destaca Raul Zanini, otorrinolaringologista do Hospital Albert Einstein.
Por causa disso, a sinusite provoca obstrução do nariz, secreção espessa, gotejamento, dor em pressão (que pode irradiar para os dentes), diminuição do paladar e olfato. Nos bebês, desencadeia dificuldades para mamar e má alimentação.
O quadro pode aparecer em qualquer momento da vida, porém, é mais frequente quando ocorrem mudanças bruscas de temperatura e tempo com baixa umidade relativa do ar. O tabagismo ativo e passivo, assim como as partículas no ar devido à poluição, também favorecem a inflamação.
Há, ainda, alterações de anatomia do interior do nariz como desvio do septo nasal, pólipos e o aumento das conchas nasais (que são conhecidas como carnes esponjosas) que aumentam a predisposição da sinusite.
O tratamento recomendado por médicos pode ser com o uso de antibióticos, mas também pode ser feito com soro fisiológico. Este último alivia os sintomas e acelera a recuperação do mucociliar, que age no mecanismo de defesa das vias aéreas. As inalações, também com soro, podem facilitar a saída da secreção dos seios da face.
Em casos mais graves e recorrentes, é necessário procedimento cirúrgico com um profissional especializado.
Bronquite
É uma doença inflamatória dos brônquios do pulmão de caráter viral ou bacteriano. É importante não confundir com a asma, que também é uma condição respiratória, mas que provoca sintomas diferentes e é desencadeada por um processo alérgico.
Na bronquite aguda, o paciente apresenta muito catarro, tosse, peito cheio e são as crianças as mais afetadas. Ela também é mais comum quando ocorrem quedas severas de temperaturas.
Quando o quadro é viral, o recomendado são remédios para febre, nebulizações, fisioterapia respiratória e muita ingestão de líquido. “Quando o quadro é bacteriano, o recomendado é antibiótico”, afirma Débora Carla Chong, pneumologista pediátrica e professora da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).
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