Paralisação de anestesistas impede mil cirurgias no RN
Cerca de mil cirurgias eletivas deixaram de ser realizadas após uma semana de paralisação dos profissionais da Cooperativa dos Anestesiologistas
Por Redação Senadinho · Redação
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Cerca de mil cirurgias eletivas deixaram de ser realizadas após uma semana de paralisação dos profissionais da Cooperativa dos Anestesiologistas do Rio Grande do Norte (Coopanest-RN). Sem avanço na negociação de pagamentos atrasados por parte da Prefeitura do Natal e do Governo do Estado, só os procedimentos de urgência e emergência contam com a atuação dos cooperados pelo sistema de saúde pública, enquanto as cirurgias eletivas seguem suspensas. Prestes a completar mais um mês de folha em atraso, a cooperativa afirma que a falta de previsão para quitação das dívidas pode, inclusive, afetar as escalas de plantão nas maternidades de Natal.
Até o momento, os plantões contratados pelo município estão mantidos, mas o volume em atraso acende um alerta nos anestesiologistas, de acordo com o presidente da Cooopanest, Vinícius da Luz. “Daqui a pouco os próprios cooperados de plantões vão começar a reclamar do não recebimento, vai ter redução das escalas também das maternidades. É o que eu acredito. Eu não vou ter como obrigar as pessoas trabalharem sem receber nada”, afirmou o representante dos profissionais. A TRIBUNA DO NORE procurou a Prefeitura de Natal e o Governo do Estado, mas até o fechamento não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
Em virtude da paralisação, serviços prestados pela rede do Sistema Único de Saúde (SUS), fora as demandas emergenciais, têm sido afetados. Na Liga Contra o Câncer, os exames e cirurgias eletivas estão suspensas. Isso significa dizer que pacientes que não apresentam quadros de urgência não conseguem fazer biópsias, ressonâncias, tomografias, endoscopias e colonoscopias, de acordo com a coordenadora de anestesiologia da unidade, Aline Tavares.
“Esses exames, a gente infelizmente teve que suspender por não ter caráter emergencial. Então vai ocasionar atraso de diagnóstico de pacientes que estão na lista de espera há bastante tempo aguardando esses exames para ter um diagnóstico e ter o seu tratamento”, disse a coordenadora Aline Tavares. Antes da paralisação, cerca de 50 exames como esses eram feitos diariamente na Liga Contra o Câncer.
Associado a isso, as cirurgias eletivas também estão paralisadas. Em média, o corpo clínico da Liga consegue realizar de 30 a 35 procedimentos por dia, mas devido ao movimento paredista, só os casos de urgência têm tido prosseguimento. “Só nessa terça-feira, houve 29 cirurgias suspensas. Os tratamentos que já haviam iniciado, de radioterapia e quimioterapia a gente não suspende porque ocasiona piora de prognóstico, então a gente manteve. Então tudo que ocasiona risco iminente à vida não está sendo suspenso, é importante frisar isso. Porém, o impacto é grande”, detalhou Aline Tavares.
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Tribuna do Norte



