ONGs que cuidam de animais abandonados precisam de recursos
O abandono de animais é uma grave questão de saúde pública e, mais do que isso, é crime previsto em
Por Redação Senadinho · Redação
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O abandono de animais é uma grave questão de saúde pública e, mais do que isso, é crime previsto em lei. Mas, enquanto as autoridades não criam medidas para controlar essa situação, ONGs e protetores de animais se desdobram para resgatar cães e gatos que são deixados à própria sorte nas ruas de Natal e região Metropolitana. A situação está cada vez mais insustentável, devido à dificuldade em encontrar espaços para acolher os animais abandonados, em virtude da reduzida taxa de adoção. Os abrigos existentes estão operando em sua capacidade máxima. Como essas instituições não recebem ajuda financeira governamental, dependendo exclusivamente de doações, há dias em que a escassez de recursos afeta diretamente o fornecimento de comida e medicamentos para os animais resgatados.
A voluntária e protetora de animais, Thaize Rodrigues Duarte, ocupa o cargo de presidente na “ONG Amor de 4 Patas RN”, localizada em Macaíba, e responsável por resgatar animais em toda a Grande Natal. Ela destaca que, antes da pandemia da Covid-19, o abrigo tinha uma quantidade menor de animais do que possui atualmente. Durante o período pandêmico, houve um aumento significativo nas adoções, mas também houve um crescente número de casos de abandono. Atualmente, a instituição abriga cerca de 115 cachorros, um burro e um gato, quando a capacidade máxima é de até 100 animais. A demanda por resgates é constante, com muitos pedidos chegando por meio do WhatsApp, Instagram e ligações. Há dias em que a instituição não consegue atender a todos os chamados devido à limitação de espaço no canil.
“A maior dificuldade é conseguir as adoções, né? Porque os animais vão ficando saudáveis, castrados e vacinados, mas vão ficando aqui no abrigo, principalmente, os de médio a grande porte”, lamentou.
A protetora ressalta que enfrentam outra dificuldade significativa na ONG, que é a obtenção de recursos para realizar cirurgias e atendimentos veterinários. Ela destaca que esses serviços são geralmente bastante dispendiosos e a organização não possui condições financeiras para arcar com esses altos custos. Diante dessa realidade, a equipe prioriza a compra de ração e medicação para garantir a alimentação adequada e o tratamento dos animais.
“A gente se mantém por meio de doações, campanhas pelas redes sociais, realização de bazares e vendemos até tampinha de plástico. Tentamos fazer o máximo para arrecadar, porque só com doações não dá para sobreviver”, explicou.
Thaize Rodrigues Duarte relata que, além das pessoas que vêm diretamente à ONG, eles também participam de feirinhas de adoção como forma de divulgar e promover os animais resgatados em busca de novos lares.
Além disso, utilizam as redes sociais, principalmente o Instagram, como uma ferramenta para alcançar um público maior. Por meio da plataforma, compartilham fotos e informações sobre os animais disponíveis para adoção, buscando sensibilizar e engajar potenciais adotantes.
“A adoção é muito importante, porque aqui é apenas um lugar temporário. Eles não podem ficar aqui para sempre. Se eles ficam aqui, o trabalho de resgate, recuperação, castração e adoção não está concluído”, disse.
Na ONG, os animais recebem cuidados, porém, a qualidade de vida não é a ideal, uma vez que não têm uma “caminha confortável” para dormir ou um ambiente adequado. A equipe se esforça ao máximo, mas é consciente de que não podem proporcionar tudo o que eles precisam, que é um “lar”, “amor” e “carinho”.
“A primeira vez que um deles foi adotado, chorei muito, mas agora eu fico feliz, porque sei que eles estão saindo daqui para um lugar melhor e que eu conclui aquela missão, mais uma (missão). E, assim, posso dar oportunidade e a outros”.
Fonte: Portal Tribuna do Norte
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