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Fome e plantio são preocupações após ciclone extratropical no Sul

Enquanto equipes de resgate buscam por desaparecidos em cidades gaúchas afetadas pela passagem de um ciclone extratropical, que causou temporais

Por Redação Senadinho · Redação

2 min de leitura2

Enquanto equipes de resgate buscam por desaparecidos em cidades gaúchas afetadas pela passagem de um ciclone extratropical, que causou temporais e alagamentos esta semana, organizações de assistência aos atingidos têm uma preocupação: a segurança alimentar dos milhares de desabrigados e desalojados, e dos próprios voluntários. Além disso, há um alarme para um problema futuro: pequenos agricultores perderam suas lavouras, o que pode colocar em risco a oferta de alimentos na região.

De acordo com balanço das 12h deste sábado (9) da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, são 41 mortes confirmadas e 46 pessoas desaparecidos. O número de municípios afetados chega a 87. São 3,1 mil pessoas desabrigadas e 8,2 mil desalojadas.

Algumas das cidades mais afetadas são Muçum, Roca Sales, Nova Bassano, Estrela, Ibiraiaras, Passo Fundo, Mato Castelhano, Encantado, Lajeado e Arroio do Meio.

Diversas campanhas foram lançadas para arrecadar materiais de primeira necessidade e alimentos não perecíveis. No entanto, como grande parte da estrutura das cidades foi devastada, há dificuldade até para preparar os alimentos para as famílias atingidas.

“Falta local para armazenamento adequado ”, alerta Jacira Dias Ruiz, secretária-executiva da Caritas Regional RS. “Uma demanda importante é espaço para fazer comida quente e mais nutritiva. Nos municípios onde os danos foram graves, não tem onde cozinhar”, contou à Agência Brasil.

O presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio Grande do Sul (Consea-RS), Juliano de Sá, articula a montagem de cozinhas de campanha para minimizar a situação.

“É um problema urgente, são mais de 10 mil famílias e centenas de voluntários que estão com dificuldades para alimentação. As doações chegam em alimentos não perecíveis ou em lanches, porém, as pessoas não têm como cozinhar. Estamos tentando articular a montagem de cozinhas de campanha para produção de alimentos para distribuição no formato de marmitas.”

“Conversei por telefone com o ministro Wellington Dias, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, e ele se comprometeu em garantir alimentos para as cozinhas que conseguirmos organizar. Conversei também com a Secretaria de Assistência Social do Rio Gande do Sul, que se comprometeu em ajudar a viabilizar a logística”, relata Juliano de Sá.

Agência Brasil

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