Criança e adolescente resgatadas por maus-tratos em Parnamirim eram “privadas de alimentação”, afirma delegada
As mulheres que foram presas preventivamente durante a manhã desta sexta-feira (2) por manter suas filhas adotivas, uma criança e
Por Redação Senadinho · Redação
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As mulheres que foram presas preventivamente durante a manhã desta sexta-feira (2) por manter suas filhas adotivas, uma criança e uma adolescente, em situação de maus-tratos e tortura psicológica também as privaram de alimentação e realizavam agressões em quase todos os dias. As informações foram divulgadas durante entrevista coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (2) pela delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente de Parnamirim, Ana Gadelha.
Ana relatou que, conforme constatado no decorrer das investigações, as agressões começaram a ocorrer um ano após a adoção da criança e da adolescente. As vítimas (que não tiveram nome ou idade revelados por questões de preservação) sofriam agressões em quase todos os dias, e eram agredidas, tanto de forma física quanto psicológica. “Elas relataram que eram agredidas quase todos os dias das mais diversas formas, e também eram espancadas. Elas recebiam xingamentos e ameaças, para que elas não contassem o que estava acontecendo”.
A criança e a adolescente também eram sobrecarregadas com trabalhos domésticos, sendo forçadas a realizar todas as tarefas da casa, desde a limpeza do chão até a coleta do lixo. “A violência psicológica também acontecia no âmbito da obrigatoriedade de se realizar todos os serviços domésticos da casa e serviços de jardinagem também. Não cabe a uma criança ficar preocupada com as coletas de lixo, mas elas eram responsáveis por coletar o lixo da residência”, explicou a delegada.
Fonte: Tribuna do Norte



