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Câncer de mama: Especialista do RN aponta déficit do sistema de saúde brasileiro no monitoramento das pacientes

Na última sexta-feira (3), a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou novas diretrizes para que os países alcancem redução nos

Por Redação Senadinho · Redação

2 min de leitura0

Na última sexta-feira (3), a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou novas diretrizes para que os países alcancem redução nos casos de câncer de mama até 2040. Segundo o médico oncologista Thiago Rego, do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN), o sistema de saúde público brasileiro ainda apresenta déficit quando o assunto é monitoramento das pacientes, a fim de assegurar a execução e finalização do tratamento.

“Nossa prática cultural é de que a paciente retorne ao médico e fique responsável por sua própria agenda, sem uma linha de cuidado sistematizada, de busca proativa por estimular a continuidade do tratamento”, destaca. Indo ao encontro da fala do especialista, uma das propostas da intervenção da OMS, intitulada “Estrutura da Iniciativa Global do Câncer de Mama”, é que os países priorizem um gerenciamento para que 80% das pacientes completem o tratamento.

Atualmente, segundo dados da OMS, o mundo contabiliza 2,3 milhões de casos de câncer de mama por ano e, em 95% dos países, a doença é a primeira ou segunda causa de morte feminina. Com a nova proposta da entidade, a meta é promover o diagnóstico precoce e evitar a morte de 2,5 milhões de mulheres nos próximos 17 anos.

Conforme aponta Thiago Rego, uma alternativa que poderia auxiliar no combate precoce ao câncer de mama, é a separação dos exames de imagem das pacientes com suspeita da doença daqueles que não apresentam risco. A Sociedade Brasileira de Mastologia, esclarece, apresenta uma classificação de nódulos de mama que vai do número 0 ao 6. Nesta escala, os números 4 e 5 são prioridade. Então, ao estarem enquadradas nesses estágios, as pacientes deveriam ter maior prioridade na lista de espera.

Ainda, de acordo com ele, muitos municípios também não apresentam um quantitativo de mamografias suficientes para atender a demanda local. “É uma questão de planejamento. O Ministério da Saúde estabeleceu as regras e as mulheres a partir dos 50 anos devem realizar a mamografia de rastreamento. Então basta avaliar, por meio dos dados do IBGE, quantas mulheres têm acima daquela faixa-etária e seguir as regras”, explica.

Saiba mais aqui.

Tribuna do Norte

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